Histórico
Em janeiro de 2002, fomos convidados pelo Prof. Claudineu de Melo, para participar do VII ENCONTRO NACIONAL DAS ESCOLAS DE GOVERNO, em Corumbá/MS. Oportunidade ímpar tanto a nível de conhecimento das realidades das Escolas que se fizeram presentes e, acima de tudo, pelo estreitamento de amizades que se consolidaram naquelas noitadas calientes à margem daquele rio. Dias jamais inesquecíveis. Aí sim, me senti fazer parte de uma família altruísta, sonhadora e fortemente comprometida e inserida em dar a sua contribuição nas mudanças que o nosso Brasil requer e precisa.
O momento mais contundente e determinante nesse Encontro para nós, foi quando Sergipe é indicado por unanimidade e anunciado pelo Prof. Fábio Konder Comparato que sediaria o próximo encontro. Desabei literalmente, a emoção tomou conta de mim e deixei que ela falasse e expressasse os nossos sentimentos. Agradeci a todos e disse que tudo faria para que o Curso e o VIII Encontro fosse uma realidade...
A partir do dia 23.06.2002, em nossa casa, após formulado o convite a Sra. Maria Izabel Oliveira, partimos efetivamente para definir a programação (após consultas das escolas existentes), o novo estatuto, histórico e todo o processo operacional de funcionamento da EFG/SE.
Gostaríamos de abrir um parêntese aqui para dizer que, gerou muitas dúvidas e resistências a nível local quanto a denominação de ESCOLA DE FORMAÇÃO DE GOVERNO DE SERGIPE, tanto a nível acadêmico, na imprensa e de um modo geral. Para nós sergipanos, o que efetivamente pegava era a vinculação - governo, pois soava mal, ou seja, algo que cheirava a corrupção, desvio de recursos, desmando e sempre associado a estrutura geral vigente. Diante dessas e outras acepções, achamos que deveríamos mudar o nome da Escola. Qual deveria ser? Qual o nome ou denominação que seria fator de agregação da sociedade? O folder estava pronto desde a criação da EFG/SE em 01/01 e o que fazer? Finalmente, consultando o material da EDG/BA, encontramos a saída e adaptamos a realidade local. Antes porém, chegamos até a consultar algumas Escolas.
A princípio, definimos e divulgamos em toda a imprensa local que a EDG/SE teria a sua aula inaugural em 06.09.2002. Fato que não aconteceu devido o período eleitoral que envolveu todos os segmentos sociais. A busca de parcerias para viabilizar a implantação da Escola foi extremamente difícil, pois o primeiro e o segundo turno das eleições ainda interferiam fortemente. Alegaram as transições políticas, orçamentos já comprometidos e alguns não se propuseram a entender a sua proposta, apesar de todo material explicativo anexo.
Reprogramamos o reinício das atividades da Escola para 01.11.2002 e, dessa vez, fomos mais agressivos em sua divulgação. Utilizamos-nos outdoor, concurso na Internet, fax para as empresas e entidades corporativas, entrevistas em jornais, tv's alternativas, matérias em jornais, folhetos em horários de pique sendo distribuídos, uma infinidade de e-mails, etc. Há poucos dias da instalação da EDG/SE, o Prof. Claudineu de Melo nos telefona para confirmar a sua vinda e eis que só tínhamos uma inscrição confirmada. Este nos aconselha para mudar novamente a data.
Confesso, senti uma sensação de fracasso e de desespero após tanto sacrifício e renúncia pessoal e da equipe. Mas, assim mesmo, disse-lhe que a Escola faria a sua Aula Inaugural. Eis que, após várias tentativas, a TV Sergipe, canal 4, filiada a Rede Globo, confirma a nossa entrevista no dia 29.10.2002, no BOM DIA SERGIPE, cuja audiência é maciça para todo o Estado. Os três minutos compensaram e selaram todo o esforço. O telefone não parou de tocar. O quadro de desânimo e angústia ficou para trás. Nesse período, se soma a nós o jornalista Toni Alcântara que com sua experiência e conhecimento no mundo das comunicações deu uma contribuição importantíssima para virar a mesa. As inscrições cresceram e desta forma, viabilizamos o nosso sonho com o apoio generoso do SEBRAE/SE, nas pessoas dos senhores Carlos de Góes Leite - Diretor Técnico e José Leite Prado Filho - Diretor Superintendente, além da Fundação Oviêdo Teixeira, Banco do Nordeste, Print Gráfica e a laboriosa imprensa escrita e falada de nosso Estado, entre outros, que direta e indiretamente contribuíram para o sonho fosse concretizado.
Por diversas vezes, formulamos convite aos membros do Conselho Consultivo para efetivarmos a nossa primeira reunião. Foi impossível reuni-los, pelos motivos mais diversos e até justificáveis. Após o início das aulas, lancei para o grupo a questão. Surgeriram que deveríamos convidar pessoas que efetivamente comungassem com o ideais e objetivos da Escola. Paralelamente, ao andamento do Curso e o preparativos do VIII Encontro, achamos por bem retomar este assunto em outra oportunidade.
Hoje, temos 27 alunos e, em especial, queremos registrar o nosso voto de gratidão a todos os nossos palestrantes não só pelo altíssimo nível de suas exposições em sala de aula, mas, em primeiro lugar, pela pronta confirmação, quando convidados, em participar, inclusive como colaboradores, da criação da Escola, ponto fundamental para a realização deste grande desafio de todo povo sergipano.
E, finalmente, o apoio incondicional de todas as ESCOLAS DE FORMAÇÃO DE GOVERNO DO BRASIL que creditaram a Sergipe a realização do VIII ENCONTRO NACIONAL DAS ESCOLAS DE GOVERNO e que esperamos retribuir as expectativas de todos.
Antecipadamente a nossa gratidão!
Raimundo Aguiar F Fillho
Presidente EDG/SE
Objetivo
A Escola tem a concepção de que formar lideranças capazes de ultrapassar a crítica contumaz e propor iniciativas inovadoras para os problemas vivenciados é contribuir para uma sociedade democrática. Como princípios básicos a EDG-SE defende:
- O exercício da atividade política em aliança a uma adequada capacitação técnica e uma sólida formação ética, significando esta última a supremacia da coisa pública;
- A visão sistêmica do governante;
- O otimismo, considerando que é sempre possível mudar a realidade, através de 4 princípios ou pilares:
- A educação integral;
- A democracia participativa;
- Condução das atividades de governo visando o desenvolvimento nacional sustentável;
- O respeito intransigente aos Direitos Humanos.
Não se trata de mais uma Escola de Administração Pública. O administrador público tende a ser um especialista, enquanto o dirigente deve estar apto a compreender os elementos fundamentais de qualquer área de governo, competindo-lhe a responsabilidade de decidir e definir prioridades, o que pressupõe a capacidade de julgar as questões no contexto da realidade global em que se inserem.
A Escola de Governo pretende contribuir para formação daqueles que participam, direta ou indiretamente, do funcionamento do Estado, nos níveis federal, estadual e municipal. Isto é, os que tomam as decisões, mas também os que as influenciam. No primeiro caso, trata-se dos governantes e de seus principais executivos, dos parlamentares, dos juízes, dos membros do Ministério Público e dos dirigentes das forças de segurança. No segundo caso, temos dirigentes partidários e de movimentos políticos, sindicalistas e líderes empresariais, bem como os formadores de opinião - jornalistas no sentido lato, professores e intelectuais com acesso aos meios de comunicação de massa.
Trata-se de um curso complementar e condensado, oferecido a quem tenha aptidão a exercer atividades políticas, independentemente de formação universitária.
Visão de Futuro
Tornar-se uma instituição de excelência no Brasil na formação de lideranças políticas para o exercício de atividades públicas nas áreas do Estado e da Sociedade Civil respeitando os valores:
- Ética
- Democracia/Bem-Comum
- Sustentabilidade
- Cidadania
- Otimismo
Estrutura
O curso regular da Escola de Formação de Dirigentes e Governantes de Sergipe tem como diretriz a formação de governantes em vista ao desenvolvimento nacional. O programa é conduzido de forma interdisciplinar, com a indicação constante das conexões entre os diferentes módulos.
O período letivo compreende 4 meses, com seis horas de aulas semanais.
A metodologia do curso prevê aulas expositivas e debates com personalidades do mundo político.
No primeiro módulo, trata-se da formulação, gestão, ética, avaliação e análise das políticas públicas.
O segundo módulo enfocará a globalização e as relações internacionais.
O terceiro módulo tratará dos aspectos gerais ao desenvolvimento e a democratização.
O quarto módulo enfocará o estado, economia e sociedade contemporânea.
O quinto e último módulo discorrerá sobre a organização político-administrativa do Brasil/Sergipe.
Candidatos
As vagas são preenchidas a partir da análise da ficha de inscrição, não se exigindo diploma de curso superior.
Diplomas e Certificados serão expedidos pela Escola e pela Universidade do Estado de Santa Catarina(UDESC), obedecidos critérios de avaliação e de frequência.
Professores
- Anderson Fontes Farias – Secretário Extraordinário de Participação Popular – PMA-SE
- Antônio Eduardo Silva Ribeiro – Diretor Jurídico do Banco do Brasil-DF
- Carlos Ayres de Britto
- Carlos Magalhães - Jornalista
- Claudineu de Melo – Diretor da Escola de Governo de São Paulo e Professor da Universidade Mackenzie-SP
- Climene Cardeal de Souza – Chefe do PETI-SEAST
- Déborah Pimentel - Psicanalista
- Filomeno Moraes – Presidente da Associação Cearense de Formação de Governantes
- Gilmar de Melo Mendes – ex-Diretor Presidente da DESO
- Jorge Carvalho do Nascimento - UFS
- Jorge Luiz Almeida Fraga – Defensor Público Geral do Estado
- José Renato Sampaio – Promotor Público
- Ladislau Dowbor – Professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
- Lílian Wanderley Leite – Geógrafa e Doutora em Geografia-UFS
- Manderley Ptak – Assistente Social Sanitarista
- Manoel Cruz – Presidente da OAB-SE
- Marcelo Déda – Prefeito Municipal de Aracaju
- Marcos Antônio Melo - Secretário de Estado de Planejamento e Tecnologia-SEIbarê Dantas-UFS
- Maria Conceição Vieira – Secretária Municipal de Ação Social e Cidadania
- Nazaré Carvalho - Professora
- Paulo Roberto Dantas Brandão – Diretor de Redação da Gazeta de Sergipe
- Raimundo Aguiar F. Fillho
- Rosalvo Ferreira Santos - UFS
- Tânia Bacelar
- Tânia Magno – Professora-UFS








