O Presidente Lula participou na noite de terça-feira (26.01.2010) do Fórum Social Mundial, no Gigantinho e falou para cerca de sete mil pessoas. Acompanharam o presidente os ministros Tarso Genro (Justiça), Dilma Houssef (Casa Civil), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos), Luiz Dulci (Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República), Edson Santos (Igualdade Racial), Altemir Gregolin (Ministro da Pesca), o governador da Bahia, Jacques Wagner, o ex-governador gaúcho Olívio Dutra, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, o senador Paulo Paim, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda, o presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan, além de deputados federais e estaduais e prefeitos da região metropolitana de Porto Alegre. A mesa foi composta pelo coordenador do FSM, Cândido Grzybowski, da uruguaia Lilian Celiberti, da coordenação internacional do FSM, além do presidente da CUT, Artur Henrique.
Grzybowski indagou quatro pontos ao presidente:
1) A ocupação do Haiti pelo exército norte-americano;
2) A posição do Brasil na COP-15;
3) A questão sul americana da UNASUL e;
4) O Plano Nacional de Direitos Humanos, a questão da verdade e os arquivos.
Interrompido algumas vezes pelo coro dos assistentes, "Lula guerreiro do povo brasileiro", o presidente fez diversas reflexões, entre elas:
"O FSM é essencial para a democracia e o exercício da cidadania";
"Fomos eleitos e chegamos ao poder para criar outra relação entre o Esatdo e a sociedade"
" Davos não tem mais o glamour que tinha em 2003, principalmente porque não previram a crise financeira internacional"
"Minha angústia em 2003, aqui no FSM, foi ver uma faixa pedindo que meu governo rompesse com o FMI. Nós só não devemos mais nada, como emp restamos mais de 14 milhões de dólares para eles"
"Teve que um torneiro mecânico ser presidente para fazer mais universidades e escolas técnicas que todos os outros"
"Temos que garantir como a CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas), a consolidação das políticas públicas sociais com uma lei, como garantia da continuidade destas políticas"
"O FSM tem espaço para crescer depois da crise financeira mundial"
Sobre a questão do Haiti disse que a Força de Paz Brasileira, além de enviar mais 900 soldados para lá e, estar há 5 anos lá ensinando o mundo como fazer uma força de Paz, sem ter ingerência sobre o povo haitiano. Lembrou que o Haiti foi o primeiro estado negro a conseguir sua independência, em 1804. Reforçou que seu governo teve como política a solidariedade, inclusive com a Africa. Ressaltou que a Embrapa está em Gana e descobriu que a savana africana é igual ao centro oeste brasileiro e pode ser um grande produtor de alim entos e exportar para os países ricos, acabando com a via única do livre comércio que era proposto, os países ricos vendendo aos países pobres.
Na pergunta sobre a COP-15 mostrou que a Europa e os Estados Unidos se uniram para culpabilizar a China. Disse que não era possível os países que durante 200 anos poluíram o mundo, pagassem o mesmo que os que há 2 anos vem poluindo. Afirmou que o Brasil até 2020 diminuirá em 80% o desmatamento da Amazônia e diminuirá em 35% a emissão de gases de efeito estufa. Contou que na semana passada inaugurou em Juiz de Fora, a primeira termoelétrica brasileira movida por etanol. Sobre o fortalecimento da UNASUL vem se empenhando e tentando passar a sua experiência de 7 anos, aos diversos presidentes da região.
Na indagação sobre o PNDH disse que quantas cabeças se juntarem, quantas serão as ideias diferentes. Lembrou que nunca se fez no Brasil tantas conferências, "A Confecom foi extraordinária e foi uma pena que os patrões das emissoras a desprezaram, pois os movimentos sociais estiveram em peso e ninguém mordeu o dedo de ninguém". Lembrou que abriu o Palácio do Planalto não só para reis, empresários e princesas; também recebeu os com Hanseníase, os deficientes visuais com seus cães guia, se encontou com o GLBT e aprendeu com eles, que os políticos que os discriminam querem o voto e os impostos deles. Não fez referência à abertura dos arquivos da ditadura, principalmente sobre os desaparecidos. Encerrou agradecendo aos movimentos sociais que estiveram apoiando seu governo e que seu governo respeitou sempre os movimentos sociais. Prometeu estar no próximo ano no FSM, não mais como presidente, e foi aplaudido fortemente em pé.
Direto do Fórum Social Mundial (FSM) / Porto Alegre, Maurício Piragino / Xixo
Grzybowski indagou quatro pontos ao presidente:
1) A ocupação do Haiti pelo exército norte-americano;
2) A posição do Brasil na COP-15;
3) A questão sul americana da UNASUL e;
4) O Plano Nacional de Direitos Humanos, a questão da verdade e os arquivos.
Interrompido algumas vezes pelo coro dos assistentes, "Lula guerreiro do povo brasileiro", o presidente fez diversas reflexões, entre elas:
"O FSM é essencial para a democracia e o exercício da cidadania";
"Fomos eleitos e chegamos ao poder para criar outra relação entre o Esatdo e a sociedade"
" Davos não tem mais o glamour que tinha em 2003, principalmente porque não previram a crise financeira internacional"
"Minha angústia em 2003, aqui no FSM, foi ver uma faixa pedindo que meu governo rompesse com o FMI. Nós só não devemos mais nada, como emp restamos mais de 14 milhões de dólares para eles"
"Teve que um torneiro mecânico ser presidente para fazer mais universidades e escolas técnicas que todos os outros"
"Temos que garantir como a CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas), a consolidação das políticas públicas sociais com uma lei, como garantia da continuidade destas políticas"
"O FSM tem espaço para crescer depois da crise financeira mundial"
Sobre a questão do Haiti disse que a Força de Paz Brasileira, além de enviar mais 900 soldados para lá e, estar há 5 anos lá ensinando o mundo como fazer uma força de Paz, sem ter ingerência sobre o povo haitiano. Lembrou que o Haiti foi o primeiro estado negro a conseguir sua independência, em 1804. Reforçou que seu governo teve como política a solidariedade, inclusive com a Africa. Ressaltou que a Embrapa está em Gana e descobriu que a savana africana é igual ao centro oeste brasileiro e pode ser um grande produtor de alim entos e exportar para os países ricos, acabando com a via única do livre comércio que era proposto, os países ricos vendendo aos países pobres.
Na pergunta sobre a COP-15 mostrou que a Europa e os Estados Unidos se uniram para culpabilizar a China. Disse que não era possível os países que durante 200 anos poluíram o mundo, pagassem o mesmo que os que há 2 anos vem poluindo. Afirmou que o Brasil até 2020 diminuirá em 80% o desmatamento da Amazônia e diminuirá em 35% a emissão de gases de efeito estufa. Contou que na semana passada inaugurou em Juiz de Fora, a primeira termoelétrica brasileira movida por etanol. Sobre o fortalecimento da UNASUL vem se empenhando e tentando passar a sua experiência de 7 anos, aos diversos presidentes da região.
Na indagação sobre o PNDH disse que quantas cabeças se juntarem, quantas serão as ideias diferentes. Lembrou que nunca se fez no Brasil tantas conferências, "A Confecom foi extraordinária e foi uma pena que os patrões das emissoras a desprezaram, pois os movimentos sociais estiveram em peso e ninguém mordeu o dedo de ninguém". Lembrou que abriu o Palácio do Planalto não só para reis, empresários e princesas; também recebeu os com Hanseníase, os deficientes visuais com seus cães guia, se encontou com o GLBT e aprendeu com eles, que os políticos que os discriminam querem o voto e os impostos deles. Não fez referência à abertura dos arquivos da ditadura, principalmente sobre os desaparecidos. Encerrou agradecendo aos movimentos sociais que estiveram apoiando seu governo e que seu governo respeitou sempre os movimentos sociais. Prometeu estar no próximo ano no FSM, não mais como presidente, e foi aplaudido fortemente em pé.
Direto do Fórum Social Mundial (FSM) / Porto Alegre, Maurício Piragino / Xixo






