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Percepção de paulistanos é que tempo de espera por consultas médicas na rede pública quase dobrou

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Representante da Prefeitura estranhou esse resultado da pesquisa “Viver em São Paulo”, argumentando que o programa Corujão da Saúde teria resolvido o problema.

Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo

Se o programa Corujão da Saúde conseguiu efetivamente reduzir as filas de espera por consultas e exames médicos na rede pública de saúde, como tem afirmado a Prefeitura de São Paulo, essa percepção ainda não chegou à maioria da população. É isso o que revela alguns dados da pesquisa “Viver em São Paulo”, que foi divulgada recentemente pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc.

De acordo com pesquisa, os paulistanos avaliam que o tempo médio entre a marcação e a realização de consultas médicas na rede pública de saúde é de 160 dias. O número é quase o dobro daquele revelado na pesquisa anterior, de 2015, quando ficou em 82 dias.

Na rede privada de saúde, a percepção é que, no mesmo período, o tempo médio de espera pulou de 15 para 70 dias.

Além disso, os entrevistados avaliaram que as pessoas esperam, em média, 161 dias para realizar exames na rede pública de saúde. No levantamento feito há dois anos, as respostas indicavam 98 dias.

A percepção sobre o tempo de espera por exames na rede privada de saúde também mostrou elevação, passando de 18 dias, em 2015, para 68 dias, no levantamento atual.

Para a realização de procedimentos mais complexos, como internações e cirurgias, a avaliação dos paulistanos é ainda mais negativa: o tempo médio de espera, na percepção dos entrevistados, é de 359 dias na rede pública. Em 2015, o indicador era de 186 dias.

A espera pelos procedimentos complexos na rede privada, segundo a pesquisa “Viver em São Paulo”, passou de 38 para 103 dias nos últimos dois anos.

O levantamento mostrou ainda que houve um significativo aumento do uso dos serviços municipais de saúde: 84% dos pesquisados disseram que ele ou alguém de sua família utilizou os serviços nos últimos 12 meses. Esse é o maior índice da série histórica iniciada em 2008.

Representante da Prefeitura estranha resultados

Convidado para o evento de lançamento da pesquisa, o prefeito de São Paulo, João Doria, foi representado pelo secretário adjunto de Urbanismo e Licenciamento, Marcos Camargo Campagnone.

O secretário adjunto estranhou os dados que mostram a percepção dos paulistanos de que houve aumento no tempo médio de espera por consultas e exames médicos. Segundo ele, o programa Corujão da Saúde teria resolvido esse problema.

Sem polemizar sobre o assunto, Campagnone destacou que a pesquisa “Viver em São Paulo” mostra muitos indicadores que a administração municipal pode considerar oportunidades de melhoria. “Essa pesquisa deve ser um farol para nós, um sinalizador de políticas públicas”, afirmou Campagnone.

 

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